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Juiz rejeita ação contra Microsoft por forçar instalação do WGA
11.02.2010

Programado para detectar cópias piratas do sistema operacional, o Windows Genuine Advantage foi oferecido em 2006 como atualização de segurança

Na última sexta-feira (5/2), o juiz federal Richard Jones encerrou três anos de processo na qual a Microsoft era acusada de enganar os clientes do Windows ao apresentar como atualização crítica de segurança a instalação do Windows Genuine Advantage (WGA), segundo documentos judiciais.

No mês passado, Jones negou várias propostas dos autores da ação, incluindo uma que daria a eles uma chance de transformar o  caso em uma classe de ação judicial. E livrou a  Microsoft de ser obrigada a pagar milhões de dólares por  danos potenciais.

Em sua decisão de janeiro, Jones também havia dito que a Microsoft poderia exigir compensação para o dinheiro que gastou contestando as acusações , mesmo que o denunciante tenha retirado a maior parte delas antes do julgamento. Na época, ele deu à Microsoft até 12 de fevereiro para apresentar o seu relatório de despesas.

Em junho de 2006, a Microsoft lançou a Windows Genuine Advantage (WGA), ferramenta anti-falsificação do Windows XP, como processo considerado de alta prioridade,  para ser baixada e instalada automaticamente na maioria das máquinas.

A partir daí tanto a WGA e o seu sucessor, o Windows Activation Technologies (WAT), passaram a ser usadas pela  Micrsofott  para detectar cópias piratas do Windows. Se o software identifica um sistema falsificado, envia avisos para  tela do computador do usuário.

Vários processos arquivados em julho de 2006 alegaram que os usuários do Microsoft foram enganados ao utilizarem o software WGA como uma atualização de segurança, não tendo sido corretamente avisados pela empresa de que se tratava da instalação de um programa para coletar informações de seus PCs.

Como parte da decisão de arquivamento do processo, a Microsoft  e os usuários responsáveis pela ação concordaram  em arcar com os custos de seus próprios advogados e taxas.



Fonte - Gregg Keizer - Computerworld
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